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A dor crônica... (1ª parte)

 

Não é só uma questão de vírgula. A vírgula, como ensinou nossos professores, sugere uma pausa, respiração ou, como dizemos na gíria, serve para dar um tempo. Obviamente não é isso que presenciamos hoje em dia. Em nossa eterna correria não respeitamos mais as pontuações em nossas vidas.Vírgulas, dois pontos, tampouco pontos finais.

 

A dor do tempo.

A falta de tempo.

A correria nossa de cada dia.

         Vamos pra onde?

         E para que serve correr?

 

Não se conversa mais nas ruas e o celular ou o computador tomou conta da conversa ao vivo e a cores. Mesmo assim não temos mais tempo, também.

As conversas, quando existem, são rápidas, apressadas, ansiosas e feitas por dois dedos apenas.

 

Depois a gente se vê.

Depois a gente conversa mais.

Depois a gente continua o papo.

 

Por que não agora? Por que não esgotar um diálogo, que se presume, gostoso.

Todo final de ano é aquele inferno: saímos correndo para comprar os presentes de Natal. Mas... sempre damos e recebemos os mesmos presentes de anos anteriores.

 

Corremos corremos corremos.

 

E nos esquecemos da criatividade e/ou originalidade na hora de presentearmos a quem amamos.

Já se foi o tempo que tentávamos adivinhar ou surpreender as pessoas com nossos presentes. A praticidade fala mais alto:

 

Toma R$ para você comprar um presente que te agrade.

Não tive tempo para te comprar nada. Me desculpe.

Acho que você prefere R$, não é mesmo.

Acho bem mais fácil dar R$, do que tentar adivinhar o que a pessoa gosta. Você não acha?

 

Não há mais diálogos entre pais e filhos, amigos, marido e mulher. Então reclamamos dos monólogos de nossas vidas. Reclamamos que a pessoa ao nosso lado não nos dá atenção, não conversa mais conosco por estar sempre ocupada e...

A correria diária contamina qualquer romance e provavelmente nem nos damos conta disso e quando percebemos, já não somos mais tão jovens porque o tempo que perdemos correndo roubou-nos o que é mais precioso que é a afetividade.

 



Categoria: Prosa
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 16h46
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A dor crônica... (2ª parte)

 

Então ficamos flácidos perante a vida.

Nossas idéias e ideais embranquecem.

Nossa visão se embaça no presente e não conseguimos enxergar o futuro.

Nossas mãos não conseguem mais dar nem reter aquele carinho.

Nossas pernas vacilam e não conseguem mais acompanhar nossos pensamentos e desejos.

Nosso corpo, decrépito, apela para nossa alma que por sua vez, também envelheceu e perdeu o sentido da vida que é viver, só viver.

 

Então, em nossa loucura, arrumamos um outro amor e nos confortamos por algum tempo,é claro,  com essa pessoa.

Porém começamos a correr também.

A fazer nossas coisas. 

Ir atrás de nossas coisas. 

Inventar nossas coisas.

 

Um dia, depois de muita correria  ligamos a TV e começamos a assistir um filme onde pessoas correm atrás de outras pessoas. Carros correm seguindo outros carros e assim por diante. Depois vamos dormir e para que nosso(a) parceiro(a) não reclame, e, para cumprir com nossa obrigação, damos uma rapidinha, pois não temos muito tempo e no outro dia vai ser aquela correria.

 

Já trazemos, em nossos bolsos, velhas desculpas:

 

Queria que o dia tivesse 18 horas, no mínimo.

Agora não posso... Não tenho tempo.

Quando tiver tempo...

Amanhã, se eu tiver tempo, quem sabe.

Não tenho tempo pra ler, fazer ginástica. Talvez, quem sabe, correr.

Não tenho mais tempo para fazer o que gosto.

Namorar? Você acha que eu tenho tempo?

 

A falta de tempo faz com que façamos tudo pela me-

tade. escrevemos tudo abreviado e com isso abreviamos nossas relações (e vc m pede p t paciência?). Abreviamos nossos relacionamentos afetivos, sexuais e para usar de ironia,  fazemos tudo nas coxas.

 

Corremos para escapar das responsabilidades?

Talvez.

Das afeições das outras pessoas (temos medo de amar, de dizer te amo, de se declarar?).

Talvez.

Temos medo da nossa sensibilidade e de nosso amor pelas outras pessoas e, pasmem, por nós mesmos?

 Talvez.

 

Corremos para escapar da morte.

Corremos para escapar da vida.

Corremos para escapar do túmulo.

Corremos para escapar de nós mesmo.

 

Pois é... Esta é minha crônica sobre a dor crônica do tempo.

Espero não ter tomado seu tempo, mas é que fiquei um tempão filosofando sobre esse absurdo da correria diária que nem vi o tempo passar.

Espero que você tenha um tempo pra ler e refletir sobre isso e se tiver de correr com alguma coisa, que seja para os braços de alguém que você ame. Se essa pessoa for alguém sensível, especial, provavelmente terá um tempinho enorme pra você. Isso se você tiver tempo e coragem de correr em sua direção.

Aproveitando esse tempinho que estou com você, e pensando nos meus prováveis erros gramaticais, peço desculpas antecipadamente, mas é que não tive tempo de corrigir meu português e tenho que correr para um...                                                                                               

 

 

 

 

 

Rubens Cavalcanti da Silva



Categoria: Prosa
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 16h37
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