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Domínio Publico http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp Classificação:  
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está preste a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente . Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ; · escutar músicas em MP3 de alta qualidade; · Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia; · ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito mais.... Esse lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantática ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Categoria: Avaliação
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 21h42
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Categoria: Vídeos
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 20h50
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inda há...

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 20h50
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Vagão VAGÃO Vinha se arrastando. Gemendo. Se contorcendo. E lentamente foi parando diante de mim. Os pombos que repousavam na rede elétrica e alguns pássaros que se encontravam nos trilhos voaram, fazendo um barulho hitchcockiano. Isto indicava que ele estava chegando à estação. Havíamos combinado de nos encontrar naquela plataforma. Contudo, com o atraso do trem, comecei a me preocupar. Mil perguntas se passaram por minha cabeça e em alguns momentos tive medo de perdê-la. Mas, para a minha surpresa, logo a avistei no interior do vagão. Com a mão fiz um sinal para que me esperasse. A multidão que se deslocava da composição parecia gado quando vai ao matadouro. Todos, como que combinados, correram em minha direção. Tive a sensação de remar contra a maré. Fiquei assustado. Com o meu ombro esquerdo servindo de escudo, tentei abrir caminho naquela massa de gente. Quando estava bem próximo à entrada, a locomotiva deu o sinal sonoro de que iria partir. Eu não estava acreditando! Por alguns segundos, uns míseros segundos, eu não consegui entrar naquele segundo carro, como havíamos combinado. Lembro-me que na hora do tumulto fiquei desorientado, ansioso e num impulso heróico me atirei para o interior daquele inferno. Só depois me dei conta que estava na terceira parte daquela composição. Pelo menos consegui, me conformei. Agora é só passar para o outro lado, falei em voz baixa e achei esta frase parecida como a de alguém que está preste a morrer. No interior deste... comboio, continuei planejando: a primeira atitude a tomar, é me dirigir à porta que separa os dois vagões, localizá-la e ir ao encontro dela. Quando lá cheguei e olhei pela pequena janela redonda de vidro, não pude controlar minha surpresa e nem mesmo o grito silencioso que explodiu em minha mente. Minha cabeça girava e tudo ao meu redor, também. Segurei-me a uma barra de ferro fixada ao lado da porta e notei que várias pessoas me olhavam curiosas ou com pena, não sei ao certo. Por um momento pensei que a cena que se desenrolava à minha frente fosse uma gravura do século... Numa atitude patética, esfreguei os olhos. Porém, tudo se confirmava: as pessoas ali dentro haviam voltado no tempo! As paredes, as janelas, o teto redondo, o assoalho e parte dos assentos, que me pareceram bem confortáveis, confirmavam o que eu via. Na parte superior havia alguns ventiladores com suas pás do mesmo material, fixadas com parafusos e com detalhes em metal que contrastava com o friozinho do ar condicionado do lado de cá onde eu me encontrava. Os indivíduos se vestiam como em mil oitocentos... Alguns homens ainda seguravam nas mãos suas bengalas e chapéus. Mães, como em qualquer parte do mundo, repreendiam seus filhos enquanto outras mulheres faziam tricô ou crochê para passarem o tempo. A elegância dava o tom e se não estivesse no Brasil, juraria que todos ali eram europeus. Vitória! Onde estaria Vitória. Não conseguia vê-la, saber onde estava. Olhei para todos os lados e só depois que todos se acomodaram foi que eu a vi me procurando. Ela também, estava vestida como aquelas pessoas, mas parecia não notar ou se preocupar com esse detalhe. Nossos olhos se encontraram e vindo em minha direção com um sorriso espontâneo, correu até a porta onde eu me encontrava e tentou abri-la. Porém a maçaneta, que combinava com o resto e com a porta, não cedia. Desesperada chamou um funcionário da rede ferroviária que se encontrava na outra extremidade. O indivíduo, com mímicas, disse não possuir a chave para abrir tal porta. Enquanto ela voltava ao fundo para protestar com aquele homem, eu, do meu lado, tentava girar a maçaneta e, sem fazer força alguma, descerrei um pouco essa passagem de ferro. Senti uma reação estranha, contrária, vindo daquela parte, que me impedia de abri-la por completo. Não obstante, tinha plena convicção que se tentasse, conseguiria. Mas não fui avante. Psicologicamente sei que não obteria sucesso, pois pensava em minha vida atual e tudo que havia conseguido: minha profissão, minhas conquistas e fracassos, a minha família, amigos e até eu mesmo. Sim! Porque se eu atravessasse aquele umbral, iria deixar para trás tudo, inclusive o meu passado. Mas, e Vitória? Se a deixasse significaria que parte de mim iria morrer. Apesar disso não poderia ir com ela, não. Fechei a porta bem devagar, pra que não notasse e a deixei-a para sempre. Desolado, mas sem me voltar, sentei-me num banco quase no meio daquele vagão. Retirei de minha mochila um pequeno caderno que sempre trago comigo e comecei a escrever esta história absurda, que nem mesmo eu acredito. Depois de algum tempo, parei. Levantei a cabeça lentamente. Meus olhos se perderam no vazio por alguns instantes e, olhando à esquerda, na direção do quarto carro pensei: Se onde estou é o momento presente (pelo menos é o que acho) e se Vitória está no passado, então, se eu for à direção contrária, provavelmente verei o futuro. Ergui-me e andei bem devagar. Estava com medo, nervoso e meu coração quase saltava à boca. Aproximei-me da pequena janela e olhei. No interior daquele vagão só havia um homem bem idoso sentado no centro deste, que com as mãos trêmulas tentava escrever algo.
Categoria: Prosa
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 20h42
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Fim do mundo
FIM DO MUNDO
Suas mãos gigantes pegavam as minhas e com aquele sorriso de padre ou pastor, me perguntava:
Vamos pro fim do mundo?
Eu ficava toda animada, porque ir até o fim do mundo era algo que eu esperava a semana inteira.
E você, também não quer ir? Perguntava ele ao seu filho, meu primo. Dinho, num salto, agarrava em sua mão, enquanto eu os seguia.
Para chegarmos ao fim do mundo, atravessávamos pântanos, areias movediças e mares infinitos e cheios de tubarões. À vezes ele fazia algumas mágicas e conseguíamos voar por cima de tudo isto e por cavernas enormes, bocas de vulcões que vomitavam terra quente derretida, que meu tio dizia que era porque o vulcão havia comido muito e agora estava com azia.
Dinho o olhava com o canto do olho e ria muito. Por ser um pouco mais velho, já não acreditava muito nessas histórias que seu pai inventava. Eu acreditava. Sempre acreditei. E quando papai dizia que o fim do mundo ficava apenas a alguns quarteirões, eu me rebelava, ficava zangada e dizia:
É mentira!!! É mentira!!! O fim do mundo é longe, muito longe. Lá tem árvores grandes e bonitas e de cor verde-lego, bancos em formatos de lápis de cor e um montão de crianças brincando com bolas, bicicletas, patins, pega-pega e pipas. Tem também umas ruazinhas bem bonitas e cheias de pedrinhas da cor do Rabisco (rabisco era o meu gato). E mais ainda, viu: tem uma padaria enorme na frente que só vende chocolate, balas e sorvetes. Sorvete de manga sem fiapo, limão que não é azedo e de coco sem água.
Papai então, fingia que ficava sério, desculpava-se e em seguida perguntava ao seu irmão quando seria novamente a próxima viagem pro fim do mundo.
Lembro-me que quando estava com titio a vida era diferente, engraçada. Ele sempre sorria pra todos nós com seus dentes de marfim de comercial de TV. Ele nos respondia a qualquer coisa que perguntávamos. Explicava tudo de um modo simples e inteligente.
Eu sempre o achei mais inteligente que os magos dos contos de fada, os heróis das histórias em quadrinhos e até mesmo mais que papai. Quando segurava minha mão, eu me tornava leve e sentia que flutuava e, se quisesse, até poderia voar. Seus olhos estavam sempre úmidos e eu tinha a sensação que lá no fundo existia uma tristeza bonita, lilás e aconchegante.
Mas isso era só de um olho, pois o outro parecia sorrir sempre, nos convidando para uma nova aventura sem fim. Assim era ele: BONITÃO! GIGANTÃO! INTELIGENTÃO! Dinho, às vezes, ficava com ciúmes, mas, sábio como era titio, logo percebia. Então, soltava minha mão e o colocava de cavalinho em seu pescoço.
Algumas vezes, não sei por que, ele sentava no chão e dizia que estava perdido e que não sabia mais onde estava. Devia ter trazido o mapa! Resmungava, e, fazendo voz de pirata, fingia que estava irritado. Raios! Raios duplos! Raios triplos. Imitava o desenho da televisão. Mas logo recuperava o fôlego, dava um pulo e gritava: Eu sou o Indiana Jones. Não preciso de nenhum mapa para chegar até o fim do mundo não!
Quando voltávamos para casa era a maior farra: nós dois cansados, mas titio, não. Ele jamais se cansava, apesar de que andava mais devagar que nós. Eu adorava chegar em casa
e contar tudo pra mamãe e pro papai e na segunda-feira, na escola, me exibir para os meus amiguinhos.
À noite eu dormia feito um anjo e só sonhava com o fim do mundo. Com sorvetes gigantes, bem coloridos e geladinhos e com o rosto de meu tio projetado nas nuvens como se fosse um deus da mitologia ou algo parecido.
Categoria: Prosa
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 18h27
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Categoria: Vídeos
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 10h34
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Categoria: Citação
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 10h32
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Categoria: Vídeos
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 10h22
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Categoria: Citação
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 10h15
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Categoria: Citação
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 09h56
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Puçanga 

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h32
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Portrait

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h20
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Desenho

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h19
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Paris

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h18
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Paciência

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h17
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Palavras daltônicas

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h14
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A incerteza do poeta Giorgio

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h12
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AzulMonet

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h09
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Mostra

Categoria: Poesia
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 19h04
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C J Y 1817 
C J Y 1817 Pó branco espalhado no asfalto contrastando com o vermelho do sangue. Policiais conversam com outros policiais e controlam o trânsito impedindo assim que motoristas desavisados provoquem um acidente maior. Cones de listras pretas e amarelas afastam curiosos do local não os deixando exercerem suas costumeiras morbidezes. O carro batera com violência em um poste de semáforo colocado entre as duas pistas. Destroçado, o veículo está irreconhecível pela frente. Com um pouco de imaginação, poderíamos supor as causas que o levaram para essa cena fatal. O automóvel se refaz. A lataria se desamassa como que por milagre, os pequenos cacos de vidros dos faróis e do para brisa separam-se, para no minuto seguinte se agruparem e se formarem novamente como um todo. O pára-choque, depois de um estranho barulho, volta a ser o que era antes do impacto e um dos retrovisores fica novamente intacto e o pneu esquerdo, que estava murcho, enche-se como um balão de festa. Alguns minutos antes, a mulher do motorista disse, Você está a quase cem. Ele não responde, parece furioso. A esposa preocupa-se, pois não faz nem vinte minutos, a alguns quarteirões atrás, quando o companheiro foi fazer uma manobra, quase atropelou uma moça, que apesar do calor insuportável, trajava uma peça de cor preta que, apesar de estarmos no Brasil, a chamamos de leg e por cima deste, saia e jaqueta jeans. Depois do susto, ela disse, Você está a mais de oitenta. Eu sei o que estou fazendo... resmunga o homem quase irritado. A criança como que pressentindo algo, fala chorando, Mamãe, por que o papai tá bravo? Eu não estou bravo, justifica-se o pai, e completa, Só estou preocupado. Entre outras coisas ele ficara chateado, pois antes de saírem de casa nesta manhã, ao tirar o carro da garagem, o retrovisor do lado direito bateu no portão e foi arrancado com violência. Cuidado!!! grita a mulher, Já era, ele fala com voz quase triste e depois num tom de ironia, acrescenta, Não precisa se preocupar. Você está magoado comigo pelo que discutimos ontem à noite? Pergunta ela, constrangida. Não! não, deixa pra lá, O que conversamos ontem, não é motivo pra que você fique assim tão aborrecido, Já disse pra esquecer isto. A briga no dia anterior fora turbulenta e jamais ficaremos sabendo como tudo começou, aliás, como todas as brigas, discussões ou guerras. Poderíamos supor e lançar várias indagações a esmo sobre o desentendimento do casal, mas ficaríamos no campo das hipóteses, só isso. Depois do desacordo da noite anterior e um pouco mais calma, a mulher fala por fim, Acho melhor não irmos amanhã, E por que não? Você está muito nervoso, Amanhã estarei melhor, Tenho medo, ela desabafa, Medo? medo de quê? Que algo grave aconteça, Não estou entendendo. Sei lá... respira fundo e completa, Um acidente.
Categoria: Prosa
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 18h50
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Zé Rodrix se reúne com escritores na Paul Harris bibliotecapaulharris@ig.com.br Data: 02 / 12 / 2007 - Hora: 20:00 Local: Biblioteca Municipal Paul Harris, de São Caetano do Sul 
Categoria: Evento
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 18h31
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jabuti@cbl.org.br Data: 18 / 11 / 2007 - Hora: 20:00 Local: Sala São Paulo da Estação Julio Prestes, em São Paulo. 
Categoria: Evento
Escrito por Rubens Cavalcanti da Silva às 17h54
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